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Destaca-se que alguns anos antes, Viktor Yanukovich e Vladimir Putin, presidente russo, assinaram um acordo pela permanência da base naval de Sevastopol sob o domínio da Rússia. Cabe destacar que a população da Crimeia é majoritariamente russa (cerca de 60% do total de habitantes), além de haver uma estreita relação histórica e étnico-cultural entre esses territórios. À época, estavam em andamento negociações para que a Ucrânia formalizasse um acordo de livre-comércio com a União Europeia, estreitando assim os laços do país com o bloco econômico. Entretanto, ela foi incorporada novamente à Rússia e, mais tarde, à União Soviética como uma república autônoma, adotando, em 1921, a denominação de República Autônoma Socialista Soviética da Crimeia. A Crimeia foi declarada uma nação independente por um breve período, algo que decorreu do fim do Império Russo em 1917. Atualmente, a Frota do Mar Negro, como é denominada essa unidade estratégica de defesa da marinha russa, pode ser apontada como um dos motivos que fez escalar a tensão entre Ucrânia e Rússia pelo domínio da região. No século XVIII, a expansão do território da Rússia fez surgir uma série de conflitos entre turcos e russos que se davam pelo controle do mar Negro e, por conseguinte, da península da Crimeia.
Durante o cerco a Sebastopol, a doença cobrou um pesado tributo às tropas britânicas e francesas, tendo se destacado o heroico esforço de Florence Nightingale dirigindo o atendimento hospitalar de campanha. O Reino Unido, sob a rainha Vitória, temia que uma possível queda da cidade de Constantinopla diante das tropas russas lhe pudesse retirar o controle estratégico dos estreitos de Bósforo e Dardanelos, cortando-lhe as comunicações com a Índia. Como os Otomanos já tinham, anteriormente, dado aos franceses, sob a jurisdição dos franciscanos, a guarda pelos cristãos e por alguns locais sagrados, começou uma tensão entre russos e turcos. Envolveu, de um lado o Império Russo e, de outro, uma coligação integrada pelo Reino Unido, a França, o Reino da Sardenha — formando a Aliança Anglo-Franco-Sarda — e o Império Otomano (atual Turquia). Hoje, após a anexação ao território russo, a complementação da demanda doméstica por energia elétrica tem sido feita pelo país.
Em 16 de março de 2016, mesmo com oposição forte da ONU, um referendo fora convocado para decidir sobre o futuro da Crimeia. Com as tensões aumentando, a Rússia envia tropas para a Crimeia. Segundo Yanukovych era necessário priorizar as relações com os russos. Além disso, os portos da região em disputa também são fundamentais para escoar a forte produção agrícola da região. O porto localizado no Mar Negro é o único próximo ao território russo que possui águas quentes e acesso ao Mediterrâneo.
Em muitas dessas áreas, há um registro material da presença grega na região, que são as ruínas de suas antigas edificações. Os anos subsequentes foram marcados pela chegada de outras populações até a região, destacando-se a presença dos gregos entre os séculos V e IV a.C. Nesse período, o fluxo de turistas variava entre cinco e seis milhões de pessoas ao ano, o triplo da sua população. O Produto Interno Bruto (PIB) da Crimeia é estimado em cerca de sete bilhões de dólares. Os ucranianos representavam 24%, enquanto os tártaros correspondiam a 10,2% dos habitantes da Crimeia. O principal curso d’água que corre exclusivamente pela Crimeia é o rio Salhyr, que percorre 204 km até desaguar na região do Syvash. Uma parte do abastecimento hídrico do oeste, região mais seca da Crimeia, é realizada pela condução das águas do rio Dniepre armazenadas no reservatório de Kakhovka.
Após a ofensiva em larga escala em 2022, Moscou impôs um bloqueio aos portos ucranianos do Mar Negro, o que restringiu severamente as exportações de grãos, vitais para a economia pré-guerra de Kiev. Após a Crimeia ter votado em um referendo controverso para se tornar parte da Rússia, Moscou a anexou formalmente em 18 de março de 2014, com Putin afirmando que a península sempre foi e continua sendo uma parte inseparável do seu país. A Rússia enviou tropas para a Crimeia e assumiu o controle da península após a deposição do presidente pró-Rússia da Ucrânia, Viktor Yanukovych, durante protestos em massa em fevereiro de 2014. A Crimeia tornou-se parte da Rússia dentro da União Soviética até 1954, quando foi entregue à Ucrânia, também uma república soviética, pelo sucessor de Stalin, Nikita Khrushchev. Em 1921, a península, então habitada principalmente por tártaros muçulmanos, tornou-se parte da União Soviética.
Tomada De Controle Pela Rússia
Durante o seu período de anexação da Crimeia, a Rússia construiu a Ponte do Estreito de Kerch, que pela primeira vez conectou a península ao território russo diretamente. A Crimeia foi anexada pelos russos em 2014 em meio a protestos conhecidos como a Revolução Maidan, desencadeados pela recusa do então presidente ucraniano pró-Moscou Viktor Yanukovich de assinar um acordo de associação do país à União Europeia. Os Estados Unidos e o Reino Unido desaprovam a atitude russa, enviando auxílio financeiro para impor as sanções necessárias para que a Rússia retire as tropas da região. Planejamento tributário, reequilíbrio contratual, olho no Mercosul e adesão a regimes aduaneiros são algumas das sugestões de especialistas Segundo o relatório “Market Outlook 2026”, divulgado neste sábado (18), os pedidos devem movimentar cerca de US$ 650 bilhões no período O referendo teve sua legalidade questionada pela comunidade internacional, que alega que a votação foi feita sob condições ilegais e sob pressão militar. Apesar da campanha militar bem-sucedida, a Rússia não conquistou apoio internacional para que a Crimeia fosse reconhecida como parte do território russo.
Após a Revolução Russa de 1917, a península tornou-se uma república autônoma dentro da República Socialista Federativa Soviética da Rússia, parte da União Soviética, embora mais tarde, durante a Segunda Guerra Mundial, tenha sido rebaixada para o Oblast da Crimeia. A Tomada da Crimeia pela Russia colocou a região como um todo em um limbo geopolítico, uma vez que a anexação não é reconhecida por diversos países. A grave dissensão que se seguiu permitiu que o parlamento de Crimeia aprovasse às pressas a sua independência da Ucrânia e a adesão da região à Rússia, gerando uma crise separatista com a Ucrânia. Com a dissolução da União Soviética em 1991, a Crimeia continuou a pertencer à Ucrânia como uma república autônoma, muito embora a maior parte da população tivesse origens russas e uma lei de 2012 tenha tornado o russo uma língua oficial. Já durante o século XX, o líder comunista Nikita Khrushchov cedeu a região para a Ucrânia em um gesto simbólico durante a comemoração do 300º aniversário da anexação da Ucrânia ao Império Russo. A Crimeia é uma região estratégica do ponto de vista político-geográfico, estando localizada ao norte do Mar Negro.
A Crimeia é um território cuja posse é disputada entre Rússia e Ucrânia desde que os russos decidiram ocupar a península em 2014. Nos Bálcãs, no início do século XX, o crescente nacionalismo eslavo contra a presença turca levou a região à primeira das Guerras Balcânicas. Diante da oposição das grandes potências, os russos recuaram outra vez. Por outro lado, o Império Otomano, representado por Aali-pachà ou Meliemet Emin era admitido na comunidade das potências europeias, tendo o sultão se comprometido a tratar seus súditos cristãos de acordo com as leis europeias. A guerra terminou com a assinatura do tratado de Paris de 30 de março de 1856.
Línguas
A Crimeia faz fronteira com a região do Kherson a norte, com ao mar Negro ao sul e ao oeste, e com o mar de Azov ao leste. A infraestrutura e a indústria da Crimeia também se desenvolveram nesse período, especialmente em torno dos portos marítimos de Querche e Sebastopol, e na capital do oblast, Simferopol, situada em seu interior.
